Já não se adiciona uma pessoa porque se conhece.
Adiciona-se porque se quer conhecer (melhor).
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Esta coisa de gostar de alguém
Enviaram-me isto daqui
E não resisti a re-publicar.
É tudo tão verdade.
E não resisti a re-publicar.
É tudo tão verdade.
«Esta coisa de gostar de alguém» por Fernando Alvim
«Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e por vezes
— em mais casos do que se possa imaginar — existem pessoas que pura e
simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Esperem lá, não é que não queiram
— querem — mas quando gostam — e podem gostar muito — há sempre qualquer coisa
que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras de pavimentação. Ou
porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açúcares. Ou porque sim e
não falamos mais nisto. Há muita gente que não pode comer crustáceos, verdade?
E porquê? Não faço ideia, mas o médico diz que não podemos porque nascemos
assim e nós, resignados, ao aproximar-se o empregado de mesa com meio quilo de
gambas que faz favor, vamos dizendo: “Nem pensar, leve isso daqui, que me
irrita a pele.”
Ora, por vezes o simples facto de gostarmos de alguém pode
provocar-nos uma alergia semelhante. E nós, sabendo-o, mandamos para trás
quando estávamos mortinhos por ir em frente. Não vamos. E muitas das vezes
sabendo deste nosso problema escolhemos para nós aquilo que sabemos que
invariavelmente iremos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em
afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma
é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa
foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que — aqui entre nós — é
até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice e estava-se mesmo a ver
que ia dar nisto. E deu. Do mesmo modo que no final de dez anos de
relacionamento, ou cinco, ou três, há o hábito generalizado de dizermos que
aquela pessoa com quem nos casámos já não é a mesma pessoa, quando por mais que
nos custe, é igualzinha. O que mudou — e o professor Júlio Machado Vaz que se
cuide — foram as expectativas que nós criámos em relação a ela. Impressionados?
Pois bem, se me permitem, vou arregaçar as mangas. O que é
difícil — dizem — é saber quando gostam de nós e quando afirmam isto, bebo logo
dois “dry” Martinis para a tosse. Saber quando gostam de nós? Mas com mil
raios, isso é o mais fácil, porque quando se gosta de alguém não há desculpas
nem “Ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “Ai que hoje era
bom mas tenho outra coisa combinada” nem “Ai que não vi a tua chamada não
atendida”. Quando se gosta de alguém — mas a sério, que é disto que falamos —
não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há SMS
que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a
passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não
percebi que querias estar comigo, porque não recebi as flores que pensava não
serem para mim, porque não estava em casa quando tocaste.
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a
bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio
de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma
mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos
pais se sentiram mal a ponto de impossibilitar o nosso encontro. Quando se
gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre
a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso.
Quando se gosta de alguém — e estou a escrever para os que gostam — vamos para
o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do
hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta,
mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais
importante do que nós.»
Fernando Alvim, Jornal Metro (13.10.07)
segunda-feira, 19 de março de 2012
Tic Tac
Há uns bons anos lembro-me de ter tido uma paixão daquelas por um relógio CK Calvin Klein. Era grande, com o mostrador redondo em curva e uma bracelete em pele. Não sabia se gostava mais do preto ou do dourado mas parava sempre a admirá-lo quando passava numa loja de relógios. Lembro-me até de estar em frente a uma reluzente montra de centro comercial com o meu namorado da altura e de ele me prometer que um dia me iria oferecer aquele relógio...
Certo é que o namoro acabou muito antes de haver orçamento para tal.
Hoje apaixonei-me outra vez. Por outro relógio CK. Ainda não percebi se é coleccção Spring Summer 2012 porque no site não aparece em lado nenhum mas que foi paixão à primeira vista, foi. Para mim tem tudo o que se quer de um relógio intemporal, clássico e elegante sem ser aborrecido. Posso namorá-lo uns tempos, não posso? Até porque agora não há nenhum namorado que me possa sequer prometer tal presente.
CK Calvin Klein Agile
Hoje apaixonei-me outra vez. Por outro relógio CK. Ainda não percebi se é coleccção Spring Summer 2012 porque no site não aparece em lado nenhum mas que foi paixão à primeira vista, foi. Para mim tem tudo o que se quer de um relógio intemporal, clássico e elegante sem ser aborrecido. Posso namorá-lo uns tempos, não posso? Até porque agora não há nenhum namorado que me possa sequer prometer tal presente.
CK Calvin Klein Agile
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
...da Moda
Quem me conhece sabe bem o que pretendo com este blog: nada.
Nada a não ser um espaço onde possa escrever com total liberdade de registo, conteúdos e temas... Uma página em branco onde posso falar de mim, do meu dia-a-dia, das minhas compras e paixões, das minhas reviravoltas e de tudo o mais que me possa apetecer. Um espaço onde escrevo sem edição.
O Balão de Ar Quente não é um blog de Moda. Nem pretende sê-lo. Nem tenta sê-lo. Quem procura blogs de Moda à séria deve seguir os que tenho ali na lista do lado direito. Esses sim são blogs upa upa! O Balão é apenas uma página de uma jovem mulher que gosta de escrever. E que também gosta de Moda. Just that.
Obrigada pelos contactos, pelo apoio e pelas propostas.
I'll keep on flying*
(Diz que saiu uma pequena coluna minha na última edição da Sábado sobre o que vestir na passagem de ano... Ficou bem giro, obrigada! Mas não sou "blogger de Moda"...)
Nada a não ser um espaço onde possa escrever com total liberdade de registo, conteúdos e temas... Uma página em branco onde posso falar de mim, do meu dia-a-dia, das minhas compras e paixões, das minhas reviravoltas e de tudo o mais que me possa apetecer. Um espaço onde escrevo sem edição.
O Balão de Ar Quente não é um blog de Moda. Nem pretende sê-lo. Nem tenta sê-lo. Quem procura blogs de Moda à séria deve seguir os que tenho ali na lista do lado direito. Esses sim são blogs upa upa! O Balão é apenas uma página de uma jovem mulher que gosta de escrever. E que também gosta de Moda. Just that.
Obrigada pelos contactos, pelo apoio e pelas propostas.
I'll keep on flying*
(Diz que saiu uma pequena coluna minha na última edição da Sábado sobre o que vestir na passagem de ano... Ficou bem giro, obrigada! Mas não sou "blogger de Moda"...)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Vamos jogar?
Pois, é mais ou menos isto que se passa. Parece que apaixonares-te é vergonha... Toda a gente tem medo (sabe-se lá do quê)!
Nunca ninguém foi feliz sem arriscar. Mas há uma inércia que parece ser mais forte. Uma acomodação disfarçada de felicidade por se estar como está. Porque, no fundo, toda a gente quer o mesmo: atenção, carinho, amor e companhia. O resto são apenas jogos de máscaras que conduzem a nada. Apenas a noites vazias de sentido.
Nunca ninguém foi feliz sem arriscar. Mas há uma inércia que parece ser mais forte. Uma acomodação disfarçada de felicidade por se estar como está. Porque, no fundo, toda a gente quer o mesmo: atenção, carinho, amor e companhia. O resto são apenas jogos de máscaras que conduzem a nada. Apenas a noites vazias de sentido.
sábado, 29 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Três categorias
Vou jantar fora com um ex-caso. Chamo-lhe ex-caso porque nunca foi mesmo mais do que isso. Um caso de encontros esporádicos durante uns 4 meses.
Aliás, nem sei porque vou jantar com ele (e se é que vou mesmo) porque sei que este jamais poderia ser The One. Vou porque sim, mais porque não tenho razões pra dizer que não do que outra coisa.
Há quase três anos, quando conheci este em questão, tinha uma teoria (muita boa!) sobre os homens com que me cruzava. Ou pelo menos os homens de Lisboa entre os 25 e os 30. Era muito simples tirar-lhes as medidas porque encaixavam (sempre!) numa de três categorias:
- Os comprometidos
- Os infiéis, assim em geral (cabrões, será a definição mais apropriada).
- E os anhantes (solteiros que mostram interesse, que têm todos os sinais e provas da nossa parte à frente do olhos, e basicamente não reagem, não convidam ou não se mexem!)
Este pertencia à segunda categoria. Creio que continua a pertencer. Por isso mesmo vamos só jantar. Se é que vamos.
Aliás, nem sei porque vou jantar com ele (e se é que vou mesmo) porque sei que este jamais poderia ser The One. Vou porque sim, mais porque não tenho razões pra dizer que não do que outra coisa.
Há quase três anos, quando conheci este em questão, tinha uma teoria (muita boa!) sobre os homens com que me cruzava. Ou pelo menos os homens de Lisboa entre os 25 e os 30. Era muito simples tirar-lhes as medidas porque encaixavam (sempre!) numa de três categorias:
- Os comprometidos
- Os infiéis, assim em geral (cabrões, será a definição mais apropriada).
- E os anhantes (solteiros que mostram interesse, que têm todos os sinais e provas da nossa parte à frente do olhos, e basicamente não reagem, não convidam ou não se mexem!)
Este pertencia à segunda categoria. Creio que continua a pertencer. Por isso mesmo vamos só jantar. Se é que vamos.
domingo, 1 de maio de 2011
Fairy tales will always be fairy tales
Como já alguém disse: Os contos de fadas não enjoam. E isto basta para explicar a euforia e a mediatização do casamento real. É como veres um filme da Disney a acontecer na vida real.
Os casamentos reais e os funerais de grandes ícones mundiais (remember Michael Jackson?) são os acontecimentos internacionalmente mais mediáticos. Porquê? Porque toda a gente (ou a grande maioria das pessoas) quer ver. Quer saber. Quer estar a par. Se é uma chatice os três canais portugueses passarem o casamento em directo? É. Mas o canal que não passasse não teria qualquer audiência nesse dia. That´s a fact.
Estou orgulhosa da Kate na escolha pela casa McQueen. Adoro o vestido. Adoro renda. É simples (como ela) e adaptado aos dias de hoje. E, como também já alguém disse, claramente inspirado no vestido de Grace Kelly... Houve ali algum trabalhinho de casa feito pela Kate e pela Sarah Burton (A. McQueen).
Ainda assim, nunca teria uma cauda gigante como o da Diana, nem a mesma quantidade de folhos (80´s remember?) Adoro o pormenor bordado da saia que não se vê na maioria das fotos... É qualquer coisa...
E para quem ainda sonha em ter um casamento assim: keep calm!
=)
Os casamentos reais e os funerais de grandes ícones mundiais (remember Michael Jackson?) são os acontecimentos internacionalmente mais mediáticos. Porquê? Porque toda a gente (ou a grande maioria das pessoas) quer ver. Quer saber. Quer estar a par. Se é uma chatice os três canais portugueses passarem o casamento em directo? É. Mas o canal que não passasse não teria qualquer audiência nesse dia. That´s a fact.
Estou orgulhosa da Kate na escolha pela casa McQueen. Adoro o vestido. Adoro renda. É simples (como ela) e adaptado aos dias de hoje. E, como também já alguém disse, claramente inspirado no vestido de Grace Kelly... Houve ali algum trabalhinho de casa feito pela Kate e pela Sarah Burton (A. McQueen).
Ainda assim, nunca teria uma cauda gigante como o da Diana, nem a mesma quantidade de folhos (80´s remember?) Adoro o pormenor bordado da saia que não se vê na maioria das fotos... É qualquer coisa...
E para quem ainda sonha em ter um casamento assim: keep calm!
=)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Dos dias que passam...
Serve o presente para informar:
- Ando a mil.
- Não tenho tempo.
- Estou com muitoooo boas notas na Pós-Graduação em Consultoria de Imagem.
- Estou a terminar o meu processo de emagrecimento (-13 kg, weeeee!!). Penso agora em compras inteligentes para compor um novo guarda-roupa com peças essenciais e penso, claro, na roupa que agora já posso usar sem me sentir desconfortável (leia-se cores, riscas, saias coloridas, top's brancos).
- Amanhã aterro em Madrid para passear 4 dias com a minha querida mãe. Depois devo ir também uns dias para Vilamoura ou para Milfontes (férias!!!) e depois para a aldeia algures entre Tomar e Ferreira do Zêzere que é Domingo de Páscoa.
- Ando preocupada com a minha situação profissional (visto que o meu contrato de estágio profissional termina no fim de Maio)...
- Comprei alguns achados (calções e t-shirts) e estou a adorar a nova marca de vernizes portugueses, a INOCOS. As cores são fabulosas e duram imenso (4 dias...). Comprei o Chiado, Concertina, Barro e Ribeirinha. Custam 3,70€.
A cor é bem mais rosa-choque do que parece na fotografia. Vejam o catálogo no site e vão perceber...
Ah, e hoje é o Dia Internacional do Café.
Média diária: 3, no mínimo.
Bebo café expresso desde os 16 anos. Acho que fui das primeiras do meu grupo a fazê-lo com regularidade. Culpa da mamã que sempre bebeu "café cheio, por favor"... Tirem-me a minha bica e tiram-me tudo. Amo café, e tudo o que saiba a café. Existem inclusive uns rebuçados ma-ra-vi-lho-sos e nada doces que são a minha perdição. Comia imensos por dia, tantos que a minha tensão aumentou nesse mês... São mesmo os melhores.
Em Madrid, em 4 dias, os planos passam por compras, museus Prado e Thyssen, tapas, passeios no Retiro e pouco mais... Vai ser óptimo. Sugestões??
Palácio de Cristal - Retiro
As Meninas, Velázquez
Van Gogh
Gran Vía
Sol
Plaza Mayor
Adios cariños! (pode ser que consiga verbalizar algo em espanhol, já que traduzir textos é trabalho do dia a dia mas falar, ui).
- Ando a mil.
- Não tenho tempo.
- Estou com muitoooo boas notas na Pós-Graduação em Consultoria de Imagem.
- Estou a terminar o meu processo de emagrecimento (-13 kg, weeeee!!). Penso agora em compras inteligentes para compor um novo guarda-roupa com peças essenciais e penso, claro, na roupa que agora já posso usar sem me sentir desconfortável (leia-se cores, riscas, saias coloridas, top's brancos).
- Amanhã aterro em Madrid para passear 4 dias com a minha querida mãe. Depois devo ir também uns dias para Vilamoura ou para Milfontes (férias!!!) e depois para a aldeia algures entre Tomar e Ferreira do Zêzere que é Domingo de Páscoa.
- Ando preocupada com a minha situação profissional (visto que o meu contrato de estágio profissional termina no fim de Maio)...
- Comprei alguns achados (calções e t-shirts) e estou a adorar a nova marca de vernizes portugueses, a INOCOS. As cores são fabulosas e duram imenso (4 dias...). Comprei o Chiado, Concertina, Barro e Ribeirinha. Custam 3,70€.
A cor é bem mais rosa-choque do que parece na fotografia. Vejam o catálogo no site e vão perceber...
Ah, e hoje é o Dia Internacional do Café.
Média diária: 3, no mínimo.
Bebo café expresso desde os 16 anos. Acho que fui das primeiras do meu grupo a fazê-lo com regularidade. Culpa da mamã que sempre bebeu "café cheio, por favor"... Tirem-me a minha bica e tiram-me tudo. Amo café, e tudo o que saiba a café. Existem inclusive uns rebuçados ma-ra-vi-lho-sos e nada doces que são a minha perdição. Comia imensos por dia, tantos que a minha tensão aumentou nesse mês... São mesmo os melhores.
Em Madrid, em 4 dias, os planos passam por compras, museus Prado e Thyssen, tapas, passeios no Retiro e pouco mais... Vai ser óptimo. Sugestões??
Palácio de Cristal - Retiro
As Meninas, Velázquez
Van Gogh
Gran Vía
Sol
Adios cariños! (pode ser que consiga verbalizar algo em espanhol, já que traduzir textos é trabalho do dia a dia mas falar, ui).
terça-feira, 1 de março de 2011
...ainda do coração.
Quatro dias de angústia, sem qualquer tipo de contacto ou de comunicação. Rigorosamente nada. Como se não vivêssemos na era das redes sociais. Nada. A última imagem foi ele nas escadas do prédio a pedir-me para não "fazer isso" e eu, com ataques de choro e com falta de ar, a "fugir" dos braços dele em direcção ao meu carro depois de duas horas da conversa mais dolorosa de sempre.
Hoje ao fim da tarde liguei-lhe. Não dava mais. Queria ouvir a voz dele, saber dele, como está, o que tem feito, se tem ido trabalhar, se tem ido aos trienos, se falou com alguém... Precisava de saber. E soube. Está forte. Não desistiu. Atendeu o telefone com carinho. Sem raiva. Mas disse-me tudo o que eu queria e não queria ouvir. Tudo o que uma mulher quereria ouvir se soubesse que o melhor era voltar. Mas eu não sei. Ou melhor, já soube que não. Mas agora já não sei outra vez... De qualquer forma, ouvi-lo acalmou-me. Passei a noite menos nervosa e acordei melhor. Preciso de uma luz. De um sinal. Estou no extremo do eterno dilema: o coração ou a razão? E em ambas as opções perco algo de bom.
Hoje ao fim da tarde liguei-lhe. Não dava mais. Queria ouvir a voz dele, saber dele, como está, o que tem feito, se tem ido trabalhar, se tem ido aos trienos, se falou com alguém... Precisava de saber. E soube. Está forte. Não desistiu. Atendeu o telefone com carinho. Sem raiva. Mas disse-me tudo o que eu queria e não queria ouvir. Tudo o que uma mulher quereria ouvir se soubesse que o melhor era voltar. Mas eu não sei. Ou melhor, já soube que não. Mas agora já não sei outra vez... De qualquer forma, ouvi-lo acalmou-me. Passei a noite menos nervosa e acordei melhor. Preciso de uma luz. De um sinal. Estou no extremo do eterno dilema: o coração ou a razão? E em ambas as opções perco algo de bom.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Pressão
1ª mensagem de voz (no dia seguinte de manhã)
Incrédula e orgulhosa.
2º mensagem de voz (no mesmo dia ao fim da tarde)
Doce e arrependida. A pior.
3ª mensagem de voz (na manhã do 2ª dia)
Fria mas receptiva, de quem está à espera.
4ª mensagem de voz (30 minutos depois da 3ª)
Desisto, agora quem deve ligar és tu.
5ª mensagem de voz (depois de um dia de total silêncio)
Se não queres falar mais comigo, avisa.
Assentar, esperar, remoer, definir as certezas que ainda não tenho. Pedir desculpa. Saber que estou a magoar como nunca ninguém magoou. Dói tanto.
Incrédula e orgulhosa.
2º mensagem de voz (no mesmo dia ao fim da tarde)
Doce e arrependida. A pior.
3ª mensagem de voz (na manhã do 2ª dia)
Fria mas receptiva, de quem está à espera.
4ª mensagem de voz (30 minutos depois da 3ª)
Desisto, agora quem deve ligar és tu.
5ª mensagem de voz (depois de um dia de total silêncio)
Se não queres falar mais comigo, avisa.
Assentar, esperar, remoer, definir as certezas que ainda não tenho. Pedir desculpa. Saber que estou a magoar como nunca ninguém magoou. Dói tanto.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
E eis que...
...alguém me diz qualquer coisa como "Sim, vai custar pra caramba. Mas não há dor que dure para sempre". E eu sorrio e agradeço a sinceridade sem julgamento. E agradeço por me fazerem lembrar aquilo em que acredito mas que nem sempre consigo ver.
Posted using BlogPress, iPhone
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Não fraquejar
Olho para o telemóvel de 2 em 2 minutos. Não, não lhe vou ligar. Não quero vê-lo. Não quero, mesmo. Fui tão cobarde que agora não teria sequer coragem de olhá-lo nos olhos. Não ia conseguir ser má, fria e racional com ele à minha frente. Mas não vou aguentar muito mais tempo sem falarmos. As mensagens de voz deixam-me a tremer e resisto com todas as forças para não atender as chamadas... Passou um dia e duas noites. Ele confessa que precisa de me ouvir. E dói-me. Muito. Dói-me tanto. Saber que não posso voltar a acreditar na nossa história impossível. Não posso. Não dá. Não iria dar. Sempre soube. Mas acreditei. E fui muito feliz por acreditar, e por tentar. Se resultasse era digno de um livro. Um livro imortal daqueles em que o Amor vence tudo e todos. Todas as pressões, as diferenças, as falhas... Em que o simples prazer de dormir abraçada a ele compensa tudo o resto. Mas não estou num livro. Estou na vida real. Em que tanto mais conta. Em que os nossos passados são cruciais e estruturam as nossas diferenças. Não podemos fazer um reset na nossa mente?
Não posso fraquejar. E não há nada para desculpar. Nada que mude com um encontro, um olhar ou uma frase. Tenho de ser forte. Mas o medo invade-me o corpo e a alma e tira-me todas as certezas. E doi-me. Tanto.
Não posso fraquejar. E não há nada para desculpar. Nada que mude com um encontro, um olhar ou uma frase. Tenho de ser forte. Mas o medo invade-me o corpo e a alma e tira-me todas as certezas. E doi-me. Tanto.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Não sei
É o pior pensamento que posso ter: "não sei". Não faz parte de mim não saber. Mas é assim que estou agora, sem saber o que fazer. Sem saber o que é melhor, mais adequado, mais acertado... A dúvida assalta-me há semanas mas tenho conseguido ignorá-la. Adiá-la. Penso noutras coisas. Faço planos. Ou penso nos prós...
Estou fria, nervosa e irrito-me com facilidade. Desiludo-me com facilidade. Por vezes crio discussões sem sentido. Não que as crie. Não é do género: "ah, não me ligaste porquê, han?" Mas são situações que parece que não me apetece tolerar mais. E daí volta a dúvida. A discussão passa mas nem o retorno é verdadeiramente satisfatório. E a memória da discussão é usada como bengala para alimentar essa mesma dúvida. Mais um contra... E outro...
E outro...
Pequenos contras que não sei se quero aguentar em função dos prós. E fico na dúvida. Com o coração apertado entre o compromisso e a independência. Entre o aconchego e a solidão. Entre o "até estou bem assim" ou "isto não me chega". Não sei que faça. E odeio não saber. É o que me dói mais. Isso e algum medo em tomar a derradeira decisão. Escolher um novo caminho.
Outra vez.
Estou fria, nervosa e irrito-me com facilidade. Desiludo-me com facilidade. Por vezes crio discussões sem sentido. Não que as crie. Não é do género: "ah, não me ligaste porquê, han?" Mas são situações que parece que não me apetece tolerar mais. E daí volta a dúvida. A discussão passa mas nem o retorno é verdadeiramente satisfatório. E a memória da discussão é usada como bengala para alimentar essa mesma dúvida. Mais um contra... E outro...
E outro...
Pequenos contras que não sei se quero aguentar em função dos prós. E fico na dúvida. Com o coração apertado entre o compromisso e a independência. Entre o aconchego e a solidão. Entre o "até estou bem assim" ou "isto não me chega". Não sei que faça. E odeio não saber. É o que me dói mais. Isso e algum medo em tomar a derradeira decisão. Escolher um novo caminho.
Outra vez.
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