terça-feira, 22 de março de 2011

Queda do Governo

Isto irrita-me.
Tenho ignorado tudo o que tem sido política nacional desde a (histórica) Manifestação da Geração à Rasca. Irrita-me. Tretas. Demagogia. Brincar aos governos. Que bonito...
Um diz uma coisa, o outro diz outra e pfffhhhhh lá vai o rating de Portugal por aí abaixo. Que bom...
Depois vem o outro, da Câmara de Lisboa (que até gosto muito dele) mas que já está a esticar o pescoço a ver se lhe calha alguma coisa...
Estes senhores não têm noção do que é que as suas palavras implicam? Eu tenho um blog e sou uma ilustre anónima, posso dizer o que quiser por muito parvo que seja. Estes senhores não...

No dia 12 de Março estiveram quase 300 mil pessoas na rua. 300 mil pessoas é muita gente... E o Governo não caíu. Incrível. Talvez até fizesse sentido se tivesse caído nesse dia. Mas não. Aliás, nem era esse o principal objectivo da manifestação. E também não estou aqui a defender nada nem ninguém. Apenas acredito que a crise é efectivamente mundial, que somos um mero fantoche da economia europeia e, quer seja o Sócrates quer seja outro, a coisas vão correr da mesma forma! O problema está nas empresas, na empregabilidade, e em nós mesmos!

Mas detesto crises políticas da treta. Como esta. Que foi criada apenas e só pelos políticos e que, provavelmente, vai ter consequências gravíssimas. Se quando cortaram os salários tivesse havido mais instabilidade, ainda vá. Mas agora? Ainda nem se conhecem as medidas do PEC e já se diz que não se vai aprovar... Pura politiquice!
E, quando no meio destes pensamentos todos, leio a opinião do director do Jornal de Negócios, Pedro Guerreiro Santos, aleluia!! Haja alguém com bom-senso!!

E esta é hora. Eles têm o nosso futuro nas mãos. Mesmo. É o Governo a cair e Portugal a ver.
Agora sim, se o Sr. Cavaco não impedir este descalabro que será a queda do governo e se o FMI entrar em Portugal, a culpa é dele e de nós portugueses que votámos nele (eu não) sabendo muito bem que é um "anhante" (em bom português) que nunca tomará uma decisão assertiva e fundamental num momento chave.

Posso até nem perceber nada disto. E não percebo efectivamente. Mas tenho dito!

3 comentários:

fatinha disse...

Se estivesse desempregada não chamaria à actual quadratura nacional de crise da treta!

ACA disse...

Quando me refiro à crise, refiro-me à crise política e não à questão económica. Claro que pais está crise, sei bem disso. Não estou desempregada mas já estive e trabalhei de borla ao longo de vários meses depois de uma licenciatura de 5 anos... Compreendo e vejo a crise económica todos os dias cara fatinha. Longe de mim desvalorizá-la. A crise, como disse no Post, é mundial. Portugal é um mero boneco no meio de tudo isto.

Apenas me está a irritar a iminência de o governo cair devido a politiquices e não devido à pressão popular... Para além disso, acredito que eleições antecipadas serão muito piores para o estado económico do pais e acredito que não há nenhum político neste momento que inspire confiança em como seria menos mau que Sócrates.

Anónimo disse...

À falta de melhores políticos, cabe ao povo português puxar pelo seu espírito lutador e levantar o país.
Chega de greves, chega de contestações, chega de uma falta de patriotismo que acaba com a esperança. Esperança esta que move as pessoas e as motiva para trabalhar. No fundo, vontade de trabalhar é o motor para a recuperação.
Vamos preferir Portugal, vamos lutar pela pátria, vamos sair por cima!