sábado, 22 de janeiro de 2011

Sair de casa num domingo de frio pra ir votar?

Há coisas que me fazem comichão. Metem espécie. Assim, tipo, não percebo, pronto. Uma delas é a abstenção. Não consigo conceber (a não ser em caso de impossibilidade/ausência/distância) a ideia de não ir votar.

"Ora, como não gosto de nenhum deles e como são todos iguais, o que é eu vou lá fazer? Nada... Ganham sempre os mesmos corruptos mentirosos. Essa cambada... Deixa-me masé estar aqui em casa, no quentinho a ver a bola. Agora, votar? Eh pá, que chatice! Logo à noite vejo na televisão quem é que ganha."

Pois, para muitos a realidade de pensamento perante um dia de eleições ainda deve ser mais ou menos esta. Eles que decidam.

Pois tão inconcebível isto é para mim que já votei, pelo menos duas vezes, em branco. Acordo a horas decentes, vou à minha antiga escola primária, dou uma moedinha ao senhor do bombeiros voluntários, ganho um autocolante, entro, faço a cruz (ou não), e venho-me embora. São 5 minutos e não dói nada. Juro.

A abstenção é o cúmulo do "deixa andar". É irresponsabilidade perante um dever e é igualmente um direito desperdiçado.Se existe aquele sketch dos Gato a dizer que "falam, falam, falam e eu não os vejo a fazer nada", a piada é reversível tanto aos políticos como aos votantes. Não quero dizer que sou o melhor exemplo em activismo político mas... votar!? Votar é básico.

Não gostas de nenhuma das hipóteses? Um desiludiu, o outro sonha demais, o outro é comuna e os que sobram são totós? Tudo bem. Mostra que estes políticos não te chegam, nem apresentam soluções eficazes, credíveis e entusiasmantes para o país.

Vota. Nem que seja em branco.

Ou então faz um coração. Sempre é mais bonito.

1 comentário:

Teresa disse...

Não podia concordar mais...