terça-feira, 4 de maio de 2010

A culpa é sua, sim.


Metro de Lisboa
Marquês de Pombal

Ontem, segunda-feira, 18h23.
Cheio.

Entrei e, não gosto admito, mas tive de me sentar naqueles bancos de três lugares.
No do meio. Fui das ultimas a conseguir. Normal. Hora de ponta.
Mas prefiro do que ir em pé 20 minutos ao fim do dia.
Ficamos apertados, sim, pois, mas tem de ser.

Do meu lado direito, um pomposa senhora de pernas elegantemente cruzadas, cabelo emproado e ares de Avenida de Roma.
Ao sentar-me, a ilustre ficou muito incomodada, tentou afastar-se e bateu com a cabeça naquele ferrinho que está de lado para quem vai em pé se agarrar.

Contive-me para não rir.
Pobre senhora.
Devia ser a 3ª vez que andava de metro na vida.

"Chegue-se para lá, está-me a apertar!", ordenou.
"Oh desculpe, mas não consigo..."
O terceiro elemento do banco, uma outra senhora, encostou-se mais um pouco para dar espaço e começou-se a rir...
"Está a ocupar o meu lugar, a menina!", já nervosa.
"Não estou, mas também não posso fazer nada, a culpa não é minha..."
"A culpa é sua, sim, claro! Você é que se sentou aqui!"


(Quem sabe não fui eu que desenhei os bancos do metro. Ainda bem que há pessoas cujos os problemas são ficar um pouquinho apertada no metro em hora de ponta. Um bem-haja minha senhora.)

2 comentários:

Rui Alberto disse...

e não chamaste gorda à senhora?! :)

lol

Sandrinha disse...

há com cada uma! -.-